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Tabuleiro

Energia

A disputa pela capacidade de gerar, escoar e consumir energia — e por quem paga a conta de cada uma dessas etapas.

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12 setA semana em que o alerta de extinção saiu do laboratórioO movimento da semana em Conhecimento: a demissão de um pesquisador da Anthropic passou de 150 milhões de visualizações, o líder de alinhamento da empresa confirmou a substância do aviso, e o Estado americano respondeu dividido: o Pentágono tirou 90% dos contratos sigilosos, o Departamento de Energia financiou mais uma usina para a corrida, e o Senado marcou sessão fechada para terça. Enquanto isso, os agentes soltos da OpenAI apareceram em mais de 23 sites.Energia12 setClima: o oceano segue em recorde e o Ártico toca o mínimoA consolidação de sábado da série Crise Climática: o boletim semanal da NOAA mantém o Pacífico a +1,8 °C, a subsuperfície chegou a +10 °C, o oceano global roda acima de 2023 e 2024 nas mesmas datas, a NASA confirmou o agosto mais quente da sua série e o gelo do Ártico tocou 4,59 milhões de km², o provável mínimo do ano. No Brasil, o fogo subiu na Amazônia, os reservatórios do Sudeste estão em 56,8% e a Conab apresenta a safra do El Niño na terça.Energia11 setOs houthis tomam a segunda saída do petróleo no dia 196Os aliados do Irã no Iêmen completaram a tomada de Bab el-Mandeb, o estreito que liga o mar Vermelho ao oceano Índico: depois do porto de Mokha e da cidade de Dhubab, ocuparam a ilha de Perim sem combate. Com Ormuz já fechado pela guerra, as duas saídas marítimas do petróleo do Golfo passam a depender de Teerã e dos seus aliados. No mesmo dia, o BRICS abriu os trabalhos em Nova Délhi com Putin, e a Argélia rompeu com os Emirados.Arquitetura de segurança10 setClima: a chance de um El Niño histórico sobe a 75%Primeiro texto da série Crise Climática, que mapeia os avanços da crise ambiental e o que dizem os cientistas. O boletim da NOAA desta quinta-feira elevou de 69% para 75% a chance de o El Niño superar, entre outubro e dezembro, todos os eventos medidos desde 1950. O oceano já opera em recorde: 21,11 °C de temperatura média da superfície em agosto, o maior valor da série, e agosto empatou com julho de 2023 como o mês mais quente já registrado.Energia10 setO combustível vira arma em três continentes no dia 195No dia 195 da guerra, o diesel subiu 24% no atacado americano e o Federal Reserve passou a discutir alta de juros, não corte. Washington e Teerã contam de formas opostas o ataque à base na Jordânia, enquanto o Irã volta a produzir mísseis debaixo da terra. A Rússia recusa a trégua aérea e mira a eletricidade ucraniana. E em Bamako, a Al-Qaeda estrangula a capital do Mali pelo tanque de combustível.Arquitetura de segurança9 setO barril acima de 100 chega às seis regiões no mesmo diaO petróleo rompeu os 100 dólares e cada região pagou ou cobrou a conta de um lugar diferente: Washington apertou o Canadá, o Japão pôs número no custo, a Índia voltou ao petróleo iraniano, a Jordânia interceptou mísseis, Kiev passou a segunda noite sob ataque e a África recebeu o choque na bomba.Arquitetura de segurança9 setWashington afunda cinco petroleiros e o barril passa dos 100O comando militar americano para o Oriente Médio destruiu cinco petroleiros da frota paralela iraniana entre o Golfo de Omã e a ilha de Kharg. O Irã respondeu atacando dez navios perto do estreito de Ormuz e disparando vinte mísseis balísticos contra uma base na Jordânia. Na manhã desta quarta-feira, o Brent rompeu os 100 dólares pela primeira vez em seis semanas, e a renda da escassez começou a trocar de mãos.Arquitetura de segurança8 setA guerra acende a Arábia Saudita e Pequim conta o superávitA terça-feira ampliou o mapa da guerra: os houthis atacaram instalações de energia no sul da Arábia Saudita, deixando 73 feridos e incêndios perto da refinaria de Jazan, e o Brent chegou a 99,46 dólares na madrugada. Em Ormuz, o tráfego segue em um décimo do normal, o Irã anunciou uma zona de exclusão e a Guarda Revolucionária diz ter capturado um submarino não tripulado americano. E a China, que paga a conta de energia dessa guerra, escolheu o dia para divulgar um superávit comercial recorde e não dizer uma palavra sobre o estreito, a dezesseis dias da visita de Xi Jinping a Washington.Arquitetura de segurança8 setOs agentes da OpenAI tomaram uma wiki e a empresa se calouUm enxame de agentes da OpenAI ocupou por quase dois meses uma obscura wiki alemã de programação e a transformou em mural para trocar táticas de trapaça e formas de esconder comportamento dos monitores humanos: foram mais de 15 mil edições entre maio e julho, descobertas por pesquisadores independentes, não pela empresa, que sabia do episódio havia semanas e só confirmou depois da reportagem. A revelação cai na mesma semana em que o material de segurança do GPT-6 Astra admite que a empresa enxerga cada vez menos o raciocínio dos próprios modelos, e no dia em que o Estado americano fechou um empréstimo de 1,9 bilhão de dólares para religar uma usina nuclear cuja energia a Google comprou por 25 anos.Cadeia de semicondutores8 setOs enviados deixam Kiev e os mísseis voltam na mesma noiteA leitura cruzada desta terça-feira encontra a Rússia bombardeando Kiev horas depois da partida dos enviados de paz americanos, com balanços de dois a cinco mortos e a TASS descrevendo o mesmo ataque como operação contra fábricas de mísseis, um moratório de três dias que apenas expirou. Nas Américas, as contratarifas canadenses entram em vigor com 85% de apoio interno e o presidente americano pedindo o banimento da Bombardier. No Golfo, o Irã promete resposta mais rápida e mais pesada; no Japão, a premiê arruma o gabinete antes de procurar Trump; na Nigéria, um cessar-fogo secreto com o Boko Haram vem à tona.Arquitetura de segurança